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1.11.2010

O Melhor de 2009

Chegou a hora de conferir o que de melhor se fez dentro do Nu-Metal durante o ano 2009:


MELHORES ÁLBUNS


1. Mudvayne (Mudvayne)
2. It Has Begun (Ho-Chi-Minh)
3. Picture Perfect (sOIL)


MELHORES MÚSICAS

1. Head Of Medusa (Otep)
2. Scream With Me (Mudvayne)
3. Fell Into Your Shoes (Chevelle)


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com



MELHOR VÍDEO

Stingwray (Static-X)





MELHOR ARTISTA

Wayne Static (Static-X)



MELHOR BANDA

Ho-Chi-Minh

1.05.2010

Review de 'Smash The Control Machine' - Otep



Falar em qualidade dentro do Nu-Metal será sem dúvida, falar nos Otep. A banda liderada pela vocalista de mesmo nome (Otep Shamaya) representou com o seu aparecimento, uma nova forma de ver as coisas dentro deste género. O Nu-Metal conhece, através de Otep Shamaya, o seu lado mais poético e sombrio, mas também cada vez mais próximo de um estilo que se poderia revelar antagónico – o Death Metal. Os seus vocais agressivos e melódicos, que têm tanto de sexy como de gélido e assustador, representam a força motriz desta banda que consegue, desde o início, uma posição coesa e um sólido seguimento.

Contudo, por muito que o trabalho da vocalista tenha mérito, o mesmo não se poderá dizer da execução técnica da banda, que tem sempre presente a sombra de Mudvayne e principalmente, de Slipknot. E este é o seu maior problema. Problema este, que ganhará uma maior dimensão quando estamos perante o quarto álbum da banda – ‘Smash The Control Machine’. Otep e companhia terão porventura esquecido que já lançaram os álbuns ‘Sevas Tra’, ‘House Of Secrets’ e ‘The_Ascension’ e que este novo será o álbum de estreia. É que só desta forma é que poderemos tomar este álbum como algo de excitante.

A comparação de músicas como ‘Rise, Rebel, Resist’ ou o single ‘Smash The Control Machine’ com as velhinhas ‘T.R.I.C.’ e ‘Battle Ready’ é inevitável, e em nada se revela positivo. Até porque a determinada altura, já não há pachorra para músicas cantadas em rap juntas a umas malhas bem pesadonas de Slipknot.

Embora, ainda exista alguma tentativa de experimentação na psicadélica ‘Where The River Ends’, existem demasiados clichés que dificilmente tornam os seus 11 minutos de duração em algo que não monótono. Felizmente, temos depois músicas como ‘I Remember’ ou ‘Kisses & Kerosene’, onde as habituais histórias de violência, abusos sexuais e injustiças do sistema americano se revêm de uma forma bastante ímpar quando integradas no lirismo de Otep. De resto, ainda encontramos algumas malhas interessantes com bom de trabalho de guitarra e baixo, como os casos de ‘Sweet Tooth’ ou ‘Numb and Dumb’.

Apesar de não se revelar fraco em termos absolutos, o quarto álbum dos Otep exigia um crescimento que pareceu acontecer nos álbuns anteriores. Em vez disso, a banda californiana parece teimar demasiado em clichés que não lhes permitem se demarcar das restantes bandas, nem aproveitar todo o potencial contido na vocalista Otep. 5.5/10

12.15.2009

Mudvayne


Vamos lá esclarecer uma coisa; os Mudvayne são a minha banda favorita! Por isso torna-se difícil falar deles, ainda por cima quando eu os considero a melhor banda de Nu-Metal. Poder-se-á achar estranho só agora lhes dedicar um post, quando os considero a melhor banda de Nu-Metal, mas o certo é que os Mudvayne não tiveram assim uma função tão importante para a história do malogrado estilo, ao contrário dos Korn ou Coal Chamber.

De facto, os Mudvayne já apareceram algo tarde no cenário new-metaleiro (2000), mais propriamente na segunda vaga de bandas de Nu-Metal, aquela que trouxe mais lixo do que propriamente qualidade. No entanto, a banda de Chad Gray foi das poucas coisas realmente interessantes que escaparam a esse reduto, representando a vertente mais progressiva e alternativa do género. Além disso, mostraram que o estilo poderia crescer em técnica e qualidade, sem ficar naquele conjunto de bandas pré-fabricadas que serviram de entretém à programação da MTV.


Com o primeiro álbum, L.D. 50, o vocal competente de Chad Gray, o excelente trabalho de baixo e bateria provou não serem uma mera cópia de Slipknot como inicialmente foram acusados, tornando-se este álbum num clássico do género. Contudo, há muito que estes desistiram de mostrar as suas habilidades na construção de músicas, e os seus últimos registos têm ficado cada vez mais aquém.

Com o segundo álbum, The End Of All Things To Come, a banda abre novos caminhos para a sua sonoridade, que apesar de tudo, será a partir daí que a banda regista uma linha de queda cada vez mais abrupta. Em Lost And Found, lançado em 2005, a banda aposta em demasiados rádio hits e o característico nível de progressividade que os Mudvayne continham afrouxa demasiado. Depois, The New Game, em 2008, não abre nenhum jogo nem estratégia nova e cai na monotonia do ‘já-ninguém-lhes-liga’.


E agora, com o novo álbum a ser lançado a 22 de Dezembro, que esperar dos Mudvayne neste momento? Um passo à frente e juntar-se a outras bandas como Slipknot, Disturbed ou Deftones que se ‘safaram’ do esquecimento do Nu-Metal, ou cair na sombra infinita a que o estilo foi condenado?

Uma coisa pode ser certa; mesmo que o novo trabalho seja fraco, qualquer um dos álbuns dos Mudvayne tem um nível de qualidade superior à grande parte dos álbuns lançados dentro do Nu-Metal.

Mudvayne
Formação: Chad Gray (vocal), Greg Tribbett (guitarra), Ryan Martinie (baixo), Matthew McDonough (bateria)
Discografia: L.D. 50 (2000), The End Of All Things To Come (2002), Lost And Found (2005), The New Game (2008), Mudvayne (2009)
Myspace

12.05.2009

A moda no Nu-Metal

Rayna Foss-Rose, baixista dos Coal Chamber.

O resultado das diversas influências musicais dos artistas de New Metal deu origem a uma aparência e estilo de vestir muito peculiares, causando motivo de estranheza e chacota aos mais ligados à indumentária tradicional do heavy metal. O industrial e o hip-hop foram sem dúvida as duas culturas urbanas mais presentes na moda nu-metaleira; era muito comum observar-se nos músicos uma mistura de dreadlocks coloridas, calças largas, roupa de látex ou botas de plataforma:


Deftones. Calças largas a caírem, meias compridas às riscas, sapatilhas all star e uma constante presença de marcas como Adidas ou a Converse são algumas das características do visual dos Deftones, nomeadamente do seu vocalista, Chino Moreno.

Com esta forma de vestir, inspirada principalmente na cultura skater, Chino criou um conceito muito próprio em volta da banda, garantindo uma sólida base de seguidores que imitam o seu estilo.



Coal Chamber. A banda liderada por Dez Fafara foi a mais marcadamente gótica que existiu no Nu-Metal até aos dias de hoje. A sua aparência obscura e exuberante era visível nas roupas escolhidas pela banda, sendo que as suas apresentações, exploradas até ao limite, faziam lembrar a cultura drag queen.

Dreadlocks, penteados coloridos ou roupas escuras de materiais sintéticos eram algumas da características principais.



Slipknot, Mudvayne, Mushroomhead, Motograter. Algumas bandas de Nu-Metal ficaram conhecidas por se servirem de uma aparência teatral, com recurso ao uso de máscaras ou pinturas faciais, que lhes conferia um ar violento e chocante. Os Slipknot ou Mudvayne são os casos mais mediáticos, se bem que também existem outras bandas tal como Motograter e Mushroomhead. Esta última reivindica que a ideia original do uso de máscaras foi destes e não dos Slipknot, que obtiveram um maior reconhecimento pela sua utilização.